Livro resgata história da antiga fábrica de rapé no Solar do Unhão, onde hoje funciona o MAM

Escrito por autora suíça, “Do Diamante ao Tabaco” será lançado no dia 13 de outubro, no Museu Geológico da Bahia, em Salvador

Antes de se tornar sede do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), o Solar do Unhão abrigou a fábrica de rapé Arêra Preta ligada à chegada dos primeiros empresários suíços em solo brasileiro. Esse capítulo da história baiana é resgatado pela historiadora suíça Sylvie Doriot Galofaro no livro “Do diamante ao tabaco: a primeira indústria Suíça no Brasil (1736-1913)”, que será lançado em Salvador no dia 13 de outubro, às 15h, no Museu Geológico da Bahia, no Corredor da Vitória.

O evento contará com palestra da autora e sessão de autógrafos. Na ocasião, a historiadora apresentará os temas abordados na pesquisa, que inclui a trajetória de famílias originárias de Neuchâtel, na Suíça, e tiveram participação importante na história econômica do Brasil, estabelecendo casas de comércio e unidades de manufatura em cidades como Salvador, Rio de Janeiro e Recife.

A obra também retrata a atuação do negociante David de Pury e de outros empresários, relacionando comércio, indústria, exploração de recursos naturais e as relações de trabalho que marcaram o período. Ao mesmo tempo, aborda uma questão histórica que permanece atual: o uso de mão de obra escravizada em fábricas e propriedades rurais.

Um dos principais capítulos da pesquisa é dedicado à Fábrica Imperial Arêa Preta, fundada em Salvador, em 1817, por Auguste-Frédéric de Meuron. A atividade industrial iniciada na capital baiana ganhou posteriormente uma filial no Rio de Janeiro. Em 1832, uma unidade foi instalada no Andarahy Pequeno, região que atualmente integra o bairro da Tijuca. 

A pesquisadora percorreu documentos preservados tanto na Europa quanto no Brasil e realizou dezenas de entrevistas para reconstruir o processo de instalação e expansão dessas empresas suíças no país. A publicação reúne numerosas imagens de época, muitas delas pertencentes ao acervo do Instituto Flávia Abubakir, que mantém atuação em Salvador e em Crans-Montana, na Suíça. Sylvie Doriot Galofaro é diretora da Fondation Flávia Abubakir.

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Dalila Fonseca
Dalila Cruz Fonseca Graduanda de Jornalismo e cofundadora do Portal BAcult, com experiência em redação jornalística, social media, assessoria de comunicação e edição de vídeos. Áreas de interesse: jornalismo cultural, assessoria, videomaker e produção de conteúdos em diferentes formatos, especialmente o audiovisual.