
O cantor baiano Netinho morreu nesta terça-feira (13). Ele vinha lutando contra um câncer no sistema linfático desde março de 2025.
O artista, natural da região do recôncavo baiano, vivia em Salvador desde os dez anos de idade. Ingressou no curso de engenharia na Universidade Católica de Salvador – UCSAL, mas foi na música que construiu carreira.
Em 1988, ingressou na Banda Beijo e ganhou repercussão nacional com grandes sucessos como Beijo na Boca, Barracos e a Vida é Festa. Mas foi em 1996, que o cantor lançaria o maior sucesso de sua carreira: Milla. A música fez o cantor Netinho transcender as fronteiras nacionais e ganhar fama internacional.
Netinho está na prateleira dos artistas que ajudou a difundir o axé music enquanto movimento e gênero musical. Foi considerado por um bom tempo um dos principais puxadores de blocos de trio de Salvador, com participações inesquecíveis nos blocos Beijo, Pinel, Trimix, Inter e Alô Inter.
Além dos palcos, a fama levou Netinho a ter a sua vida pessoal exposta, gerando polêmicas, principalmente após o cantor ter assumido ser bissexual em 2010, o que ele tratou como algo que não deveria ter tanta repercussão chegando a afirmar ser cafona ter que falar sobre isso.
Precisou se afastar dos palcos e da festa momesca em 2013, após sofrer uma sequência de acidentes vasculares cerebrais, o que afetou a sua voz.
Entre tratamentos clínicos com diversas especialidades medicas, fisioterapia e fonoaudiologia, o cantor tentou retornar aos palcos algumas vezes, mas não conseguiu dar continuidade ao seu trabalho.
Recentemente, em 2022, o cantor tentou atuar na política, quando se candidatou a deputado federal pelo Partido Liberal – PL. Era um apoiador declarado do bolsonarismo.
Em março de 2025 descobriu o câncer de sistema linfático, o qual vinha tratando até o seu falecimento, hoje.
Netinho deixa um filha de 28 anos, médica. O seu legado fica marcado na música baiana e, certamente, continuará a influenciar novos artistas.